Método

O leitor precisa saber o que está lendo

Toda afirmação publicada aqui recebe um rótulo. O rótulo não é enfeite: é o compromisso de prova que a publicação assume diante do leitor.

Os seis rótulos

Tipos de afirmação e o que cada um exige
Rótulo O que exige
Rótulo: Fato documentado Documento primário ou dado oficial acessível, com link e data de acesso.
Rótulo: Alegação atribuída Atribuição explícita a quem afirmou — não é endosso da redação.
Rótulo: Análise Interpretação sobre documentos, com o raciocínio exposto e as premissas visíveis.
Rótulo: Hipótese Suspeita em investigação, declarada como tal e ainda não comprovada.
Rótulo: Opinião editorial Posição da publicação, identificada como opinião.
Rótulo: Sátira Conteúdo satírico, sempre marcado para não ser confundido com informação.

Hierarquia de fontes

Documento primário e dado oficial vêm primeiro; depois jornalismo, produção acadêmica, veículos independentes e, por último, redes sociais — que servem como pista, não como prova. Cada fonte registra tipo, veículo, data de publicação (quando houver) e data de acesso.

Link que morre não desaparece

Quando possível, a fonte indica também uma cópia arquivada. Documento que sai do ar continua referenciado no artigo que o usou.

Correção

Erro é corrigido à vista: data, o que mudou e por quê. O texto corrigido mantém o registro da correção; a versão anterior não é apagada em silêncio. O histórico agregado fica em Correções.

Limites declarados

Investigação documental mostra o que o documento mostra. Onde não há documento, a publicação diz que não há — e não preenche a lacuna com suspeita apresentada como conclusão.